[#71] Como as pirâmides foram construídas?
E outras curiosidades do Egito Antigo...
Dos lugares mais impressionantes que podemos visitar nessa vida, as pirâmides do Egito certamente estão no topo da lista.
Mas foi só quando eu estava ali, frente a frente, com a pirâmide de Quéops que pensei: “É, depois de ver assim de perto, até consigo acreditar nas teorias da conspiração”.
Como você já deve saber, não faltam teorias sobre como as pirâmides foram construídas há mais de 4 mil anos: escravos, ETs, magos, etc. Mas nesse email vamos tentar desvendar as hipóteses mais focadas na engenhosidade.
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Hipóteses sobre a construção das Pirâmides
Eram três milhões de blocos na época da construção, que durou 30 anos, explicou meu guia, Omar. O peso médio de cada um dos blocos é de duas toneladas.
“Então, três milhões divididos por 30 anos dariam 273 blocos de pedra por dia. Isso seria muito rápido, mesmo para as medidas de hoje, mas foi construído em 2600 a.C., e ninguém sabe como”.
Há muitas hipóteses, como a movimentação das pedras arrastadas em areia molhada, mas nenhuma conclusão.
Egiptólogos até hoje tentam desvendar como as pirâmides foram construídas, não só em relação ao peso dos blocos de pedra e seu carregamento, mas também como foi feita a precisão da construção e sua posição em relação às estrelas e ao nascimento do sol.
Detalhes sobre a construção das Pirâmides
A altura da Grande Prâmide, na época da construção, era de 146,5 metros. Hoje, são 138,8. As primeiras medições sobre a precisão da construção foram feitas em 1882, pelo egiptólogo Flinders Petrie: as pedras se encaixam com extrema precisão, concluiu ele.
Os quatro lados da base têm um erro de apenas 58 milímetros de comprimento e os quatro lados da base quadrada são alinhados exatamente com os quatro pontos cardeais.
Além disso, a primeira coisa que os três guias que nos levaram pelo Egito fizeram questão de frisar é que essas não eram construções feitas por escravos, como muitos pensam.
Em Gizé, explicou Omar, foram encontrados, em escavações, indícios de residências dos trabalhadores das obras e inscrições sobre seu pagamento – que não era em dinheiro, mas em bens como cerveja.
Se você está indo para o Egito, recomendamos muito que faça uma visita guiada com um egiptólogo, que pode explicar mais detalhes como os que contamos nesse post.
Outra guia, a Hermat, quando nos mostrava o Templo de Philae, em Aswan, explicou que, para a civilização da época, participar da construção dessas grandes obras era uma forma de celebrar e honrar os deuses.
Inclusive, ela nos mostrou a diferença na qualidade das construções quando eram feitas no período dos faraós, que os egípcios admiravam, para quando começou a dominação grega e depois romana, que só tentavam imitar o trabalho anterior, sem tantos detalhes e riqueza.
Mistérios do Egito Antigo
Quando visitávamos o Templo da Esfinge, ou Templo do Vale, Omar comentou que aquele lugar era decorado com estátuas grandiosas, hoje peças de museus, mas que nunca foram encontradas as ferramentas capazes de fazer tais estátuas.
“Só descobriram e escavaram ferramentas de cobre, material que não serviria para esculpir pedras duras como essas”. Além disso, o granito usado para fazer boa parte das construções vinha de Aswan, cidade que estava a 800 km de distância.
O que tinha dentro das pirâmides?
E o interior das pirâmides também é motivo de controvérsia. A Grande Pirâmide de Queóps pode ser visitada por dentro, o que pode ser uma experiência igualmente claustrofóbica e frustrante, se você não souber o que vai encontrar lá.
Só há uma entrada, também conhecida como a entrada dos ladrões. Uma vez lá dentro, é preciso subir praticamente de quatro por alguns metros e por uma escada precária de madeira – esse túnel foi escavado em 820 d.C. pelo califa Almamune.
Dali, subir por um corredor com paredes muito próximas, conhecida como a Grande Galeria, até chegar na Câmara do Rei, uma sala vazia, a não ser por um grande sarcófago em pedra, também vazio, que lembra uma daquelas pias batismais em igrejas medievais.
Um detalhe: o sarcófago é maior do que a passagem, então deve ter sido colocado antes de construírem o teto da câmara.
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Pesquisadores japoneses fizeram estudos de calor e raio-X e descobriram que provavelmente existem outras câmaras inexploradas dentro das pirâmides de Gizé.
A explicação para estarem vazias, disse o guia, é que foram todas furtadas ainda no mundo antigo, antes do ano de 2000 a.C.
Foi por isso que os faraós seguintes passaram a enterrar suas tumbas no Vale dos Reis, em Luxor. É de lá que vem todo o ouro e a riqueza de Tutancâmon, que viveu e morreu mais mil anos depois da construção das pirâmides de Gizé.
E, seja lá quem roubou tudo, ainda se deu ao trabalho de fechar hermeticamente e perfeitamente a entrada, como estava antes do roubo, visto que o local do arrombamento nunca foi encontrado.
Pirâmides do Egito x Pirâmides do México
Para completar a lista de questões, nosso guia questionador ainda trouxe outra informação:
“O tabaco foi descoberto pela primeira vez pelos nativos da América Central e do Sul e depois foi introduzido na Europa e resto do mundo. No entanto, a planta foi encontrada em múmias egípcias, incluindo no tórax do grande Ramsés II”.
Isso certamente alimenta as teorias de uma conexão entre os antigos egípcios e os povos pré-colombianos. As semelhanças, e não só na ideia de construir pirâmides, mas também em algumas esculturas que são muito parecidas nas duas culturas, alimentam essa teoria sobre uma conexão, apesar de nada ser comprovado.
Eis o problema para quem estuda história antiga: a não ser que inventemos uma máquina do tempo, provavelmente nunca saberemos a verdade. E só nos resta teorizar ou admirar um trabalho tão perfeito e com mais de quatro mil anos de idade.
Sobre Luíza Antunes
Sou jornalista e escritora de viagens, com mais de 800 artigos e reportagens publicados sobre o tema. Estudei sobre Turismo Sustentável num Mestrado em Inovação Social em Portugal. Atualmente moro na Inglaterra e também trabalho com SEO e Marketing Digital para pequenas empresas da indústria do turismo. Já tive casa nos Estados Unidos, Índia, Portugal e Alemanha, e já visitei mais de 50 países pelo mundo afora. Siga minhas viagens em @afluiza e @360meridianos no Instagram.
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muito bom o texto! adorei saber que o misterio continua apos muitos anos de pesquisa!